Obesidade, Sedentarismo( Inatividade Física) e Alimentação inadequada

1 – O que são fatores de risco:
São fatores que se associam ao aumento do risco de se desenvolver uma doença especifica. Podem ser divididos em três tipos: hereditário, ambientais / sócio-econômicos e comportamentais (hábitos de vida). Podemos destacar entre os comportamentais e
modificáveis: Sedentarismo, Alimentação Inadequada e Obesidade.

2 – O que é Sedentarismo e o que acarreta?
É a inatividade física, sendo responsável por quase dois milhões de mortes, pela Obesidade e Sobrepeso, por 22% dos casos de doença isquêmica do coração e por 10% dos casos de diabetes e cânceres de mama, cólon e reto, no mundo, segundo a Organização Mundial de
Saúde – OMS.

3 – O que é Alimentação Inadequada e o que acarreta?
É considerada a dieta rica em alimentos gordurosos, com alto teor de açúcares e calorias, alimentos industrializados e com excesso de sal em detrimentos aos legumes, verduras e frutas, assim como as cereais integrais e tubérculos como batata e mandioca. Além disso, o hábito de “pular” é extremamente prejudicial. Pode acarretar diversas doenças como Doenças Cardiovasculares, HAS, DM Neoplasias Malignas e Obesidade.

4- O que é Obesidade e o que acarreta?
A Obesidade é uma doença crônica que envolve fatores sociais, comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos, metabólicos e genéticos. Está freqüentemente associada à depressão, distúrbios corporais e baixa auto-estima assim como a HAS, DM, Dislipidemia, DPOC, entre outras. O diagnóstico da Obesidade em adultos é feito a partir do calculo do IMC (Índice de massa corporal), que correlaciona o peso com a altura do individuo, com valores acima de 30.

5 – Como podemos controlar e evitar estes fatores de risco?
Através de medidas simples de modificações do hábito de vida como alimentação balanceada e adequada e a atividade física freqüente ( 30 minutos de duração por dia ) com supervisão de profissionais especializados( professores de educação física ). Em caso de Obesidade, pode ser
necessário o auxilio de equipe multiprofissional: Endocrinologia, Nutricionista e Psicólogo.

Fatores de risco: Fumo (Tabagismo) e Álcool

1 – O que são fatores de risco:
São fatores que se associam ao aumento do risco de se desenvolver uma doença especifica. Podem ser divididos em três tipos: hereditário, ambientais / sócio-econômicos e comportamentais(hábitos de vida). Podemos destacar entre os comportamentais e modificáveis: Tabagismo e Exposição ao Álcool.

2 – O que é Tabagismo e o que acarreta?
O Tabagismo é considerado uma dependência química. Embora seja uma patologia, representa um fator de risco para mais de 50 outras doenças como doenças cardiovasculares, neoplasias malignas e doenças respiratórias. Isto ocorre devido à liberação de diversas substâncias deletérias para o organismo humano pelo fumo. Além disso, o tabagismo passivo é considerado um fator de risco importante para várias patologias.

3 – O que é o excesso de álcool acarreta?
O consumo de álcool excessivo é um importante fator de risco para acidente vascular cerebral, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca, doenças neurológicas, transtornos mentais, cirrose, pancreatite e certos tumores como câncer de esôfago e cabeça/pescoço. Além disso, o álcool está associado a acidentes e situações de violência, podendo levar a uma Síndrome de Dependência Alcoólica( Alcoolismo). Esta síndrome é caracterizada por compulsão, perda do controle, dependência física e tolerância ao álcool.

4 – Como evitar o Tabagismo e Alcoolismo?
A principal medida e mais simples é não iniciar o uso de álcool e cigarro principalmente entre os mais jovens.

5 – Como parar de fumar e beber?
O primeiro passo é a pessoa que possui o vicio ter o desejo de interromper o uso de álcool e/ou fumo. Em alguns casos é possível parar somente com a força de vontade e apoio da família e de amigos, mas muitas vezes é necessário o auxilio profissional para a administração de medicamentos para combater os sintomas da abstinência da substância, para o tratamento psicológico como terapia cognitivo-comportamental e para o tratamento coletivo em grupos de apoio como os Alcoólicos Anôminos.

Doenças Crônicas não-transmissíveis: Doenças cardiovasculares, HAS e DM.

1 – Doenças cardiovasculares e HAS:

Entre as doenças cardiovasculares, podemos citar a Angina Pectoris, o Infarto Agudo do Miocárdio e a Insuficiência Cardíaca. Apresentam alta taxa de mortalidade e morbidade sendo associados ao envelhecimento, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, tabagismo e outros fatores de risco.

A Hipertensão arterial sistêmica( HAS) é  definida como pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e uma pressão arterial diastólica maior ou iguala 90 mmHg, em indivíduos que não estão fazendo uso de antihipertensivo.

A HAS é altamente prevalente em nosso meio, variando de 22,3% a 43,9%, dependendo da região. Além de doença, também é fator de risco para diversas doenças como doença cerebrovascular, infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca e renal.

A prevenção primária deve enfatizar o controle de fatores de risco como fumo álcool, obesidade, alimentação inadequada, entre outros.

A prevenção secundária envolve a detecção precoce da doença e tem objetivos de controlar a doença, evitarem o aparecimento de complicações e retardar a progressão do quadro clinico como as lesões de órgão-alvo em Sistema Nervoso Central e Rins.

2 – Diabetes Mellitus ( DM ):

Trata-se de uma doença comum no Brasil, caracterizada pelo excesso de glicose( açúcar), sendo que estimativas para 2025 mostram 11 milhões de diabéticos no país.

Esta doença leva as complicações micro e macrovasculares em longo prazo como pé diabético, nefropatia, retinopatia, neuropatia, doença coronariana, doença arterial periférica e doença vascular cerebral.

O diagnóstico do DM  tipo 2 é realizado baseado nos seguintes critérios clínicos ( sintomas ): polidipisia( sede excessiva), poliúria( excesso de urina ), polifagia( fome excessiva) e perda de peso não explicada associados a glicemia de jejum > 126 mg/dl em 2 dosagens sanguineas ou glicemia casual ( qualquer hora do dia, independente de refeições ) > 200 mg/dl.

O tratamento é multidisciplinar envolvendo Endocrinologistas, Nutricionistas, Psicólogos, entre outros. Alguns pacientes com forma mais leves podem controlar a glicose apenas com dieta e atividade física regular, outros necessitam do uso de medicações orais e/ou insulina subcutânea para o melhor controle glicêmico. O objetivo do tratamento é garantir o bem-estar do paciente, reduzindo as complicações tardias como lesão em rins, olhos e vasos sanguíneos.

Doenças Crônicas não transmissíveis: Neoplasias (Tumor de Cólon, Tumor de Pulmão e Tumor de Próstata).

1 – O que é Neoplasia Maligna ( Câncer ):

A neoplasia maligna é um termo genérico para denominar um grupo de mais de 100 doenças que podem afetar qualquer parte do corpo, caracterizada pelo crescimento desordenado e excessivo de células de nosso organismo.

2 – Qual é sua importância e seus fatores de risco?

É uma das principais causas de morte no Brasil, sendo que estimativas para 2030 mostram como a principal causa de óbito.

Entre os fatores de risco podemos citar: envelhecimento, alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade, tabagismo, alcoolismo, exposição solar excessiva sem proteção, ambiente ocupacional e comportamentos sexuais de risco, entre outros.

O tabagismo é considerado o fator de risco isolado mais importante para neoplasia em oitos órgãos (boca, laringe, pâncreas, rins, bexiga, pulmão, colo do útero e esôfago)

A alimentação com baixa ingestão de frutas e vegetais e elevada ingestão de sal é responsável por um terço dos casos de câncer nos países desenvolvidos.

Segundo a OMS, cerca de 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados com medidas preventivas como dieta saudável, atividade física regular e ausência de tabaco.

3 – Quais os mais importantes no Brasil?

Pela grande número de casos e conseqüente repercussão, podemos citar: Tumor de pulmão, Tumor de Cólon(Intestino) e Tumor de Próstata.

4 – Como evitar estes tumores mais comuns ou realizar a detecção precoce?

Em relação ao Câncer de Pulmão, o principal meio de prevenção é não fumar ( 90% dos casos estão relacionados ao fumo), em relação ao Câncer de Cólon é manter uma alimentação saudável e realizar um exame de intestino ( colonoscopia ) a cada 5 anos e exame de sangue oculto nas fezes anualmente após os 50 anos e em relação ao Câncer de Próstata é realizar o toque retal e PSA anualmente após os 50 anos( embora existam controvérsias atuais sobre o beneficio desta última intervenção).

Saúde da Mulher - Câncer de colo do útero

O câncer de colo uterino é a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres. O pico de incidência ocorre entre 40 e 49 anos.

Os fatores de risco são multiplicidade de parceiros sexuais, inicio precoce de atividade sexual, tabagismo (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados) e ao uso prolongado de anticoncepcionais. Além disso, o papiloma vírus (HPV) está presente em mais de 90 % dos casos de Câncer de Colo Uterino, principalmente, o sorotipos 16 e 18.

As estratégias de prevenção baseiam-se em duas frentes:

1- A prevenção primária que consiste no estímulo ao uso de preservativos (sexo seguro) associado à educação sexual com objetivo de redução do contágio pelo HPV.

2- A prevenção secundária (detecção precoce) que consiste na realização periódica do exame colpocitológico (preventivo) com objetivo de reduzir a mortalidade do câncer de colo útero. Todas mulheres após o inicio da atividade sexual ou após 20 anos, deve realizar o exame preventivo anualmente, sendo permitido um intervalo de até 3 anos, após 2 resultados normais negativos.

Saúde da Mulher - Câncer de Mama

O Câncer de Mama é uma das principais causa de morte entre as mulheres no Brasil. Representa um dos tumores mais temidos pelas mulheres devido à alta freqüência e pelas seqüelas físicas e mentais que são provocadas.

A história familiar e a idade são importantes fatores de risco assim como a terapia de reposição hormonal, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada, entre outros.

A prevenção primária ainda não é possível, mas recomendamos a manutenção de hábitos de vida saudável para a preservação da saúde global da mulher.

A Detecção precoce (prevenção secundária) é possível através da realização de exame clinico da mama anual por médico mastologista e mamografia preferencialmente anualmente (intervalo máximo de 2 anos) após os 40 anos em todas as mulheres. Além disso, o auto-exame da mama mensal é recomendado como meio da mulher conhecer melhor o próprio corpo.

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